terça-feira, 27 de abril de 2010

Nossos medos

Os medos que encontramos pelo caminhar da vida, são as maiores fontes de perigo que podemos nos deparar.

Eles fazem-nos acreditar que algo que não vemos existe, ou ver algo que existe com uma imagem deturpada da realidade.

Os perigos, na verdade só existem quando não desenvolvemos a consciência a ponto de buscar a verdade.

Quando conseguimos ampliar nossa visão, o que era pergigo, vira apenas um obstáculo.

E, conforme disse o Mestre El Morya, não poderíamos subir uma montanha se esta fosse lisa. Gráças à Deus, temos as pedras, que ao invés de perigos, são simples obstáculos que nos levam ao topo.

Salve os medos, salve as pedras!

Ladis

O Juíz que mora dentro de nós

O Juíz que mora dentro de nós

Todos nós, mesmo que nunca tenhamos observado com clareza, já pudemos sentir as conseqüências de nosso autojulgamento. Ele sempre nos massacra, nos condena e nos impõe uma punição.

Há um juiz dentro de nós e que foi ali colocado pela sociedade, com a nossa própria permissão, que é um verdadeiro obcessor, ou seja, é uma entidade originária de nossa própria criação. Ele não faz parte de nossa essência, mas é uma construção social, para que você, como ser único e individual se adapte e se molde às regras sociais, pois se você não viver de acordo com as normas da sociedade, você poderá causar problemas a ela.

Na infância, o juiz interno pouco se manifesta, pois ele ainda está em construção. Nesta época, os maiores juízes são os externos: os pais, professores, padres, etc., que pensam poder moldar-nos e de certa forma criam um núcleo de manipulação, agindo em nós através da culpa e do medo. À medida que vamos crescendo, vamos incorporando ao nosso interior, ou melhor, ao nosso ego, todos aqueles pré-julgamentos e julgamentos que nos fizeram e que de uma certa forma aceitamos e permitimos que exercessem influência em nossa forma de agir e pensar. Aí, neste exato ponto é que começamos a nos autotorturar, por esta entidade criada, que não tem vida própria, que precisa ser alimentada a todo o tempo, que faz parte de nosso ego e é capaz de ditar-nos regras. Se tentarmos reagir a estas regras e imposições sentiremos uma dor profunda que vem do sentimento de culpa, da condenação.

O Juiz tem muitas frases prontas, que coloco aqui somente para exemplificar:

- “Isso não se faz!”.

- “Faça o que é certo!”.

- “Isso não é educado!”.

-Você será condenado!

- “Você tem que...”.

O juiz não lhe dá paz, coloca rótulos, tem leis, martelo. Ele vigia você vinte e quatro horas por dia.

Como nós não conseguimos nos enquadrar em todos os padrões e leis, nos sentimos culpados. Carregamos culpa e condenação que podem se somatizar com o passar do tempo, podem nos deixar vivendo longe de nossa própria essência, numa vida de mentiras.

Somos seres únicos, anormais, disfarçados de gente comum, usando máscaras a todo tempo. Quanto mais maduro é o espírito, mais você reage, observa e tentar impor o que é natural à sua alma, mais você se livra das máscaras, mais você se torna “esquisito” socialmente. Amadurecer em espírito significa, em linhas gerais, livrar-se do ego, permitindo que a verdadeira alma se manifeste.

A vida é um tremendo jogo de imagens. Vemos monstros fora de nós e acabamos por encontra-los dentro. Experimentamos a nós mesmos nos outros.Achamos que a imagem que fazemos das coisas exprime a realidade. Vemos uma pequena fração e entendemos que seja o todo. Somos juízes dos outros, porque reconhecemos este “julgar” em nosso interior, ou seja, procedemos com os outros da mesma forma que procedemos com nossa própria pessoa.

Queremos ser juízes do próximo e para isso fazemos uso da crítica, isso nos torna aparentemente poderosos, faz com que momentaneamente em nossa ilusão, nossos problemas desapareçam ou fiquem infinitamente menores. Alimentamos nosso juiz, julgando e criticando o outro.

Os juízes internos e externos são responsáveis pela formação da nossa auto-imagem. Quanto mais nos sentirmos culpados e condenáveis, mais agiremos e mostraremos em nossas atitudes um pano de fundo de baixa estima. À medida que permitimos que esta parte de nosso ego se mostre mais eficiente, mais teremos uma imagem pequena, restrita, acanhada de nosso ser, tornando-nos pessoas limitadas em ações e vivências, permeando numa mesmice angustiante, pois dentro de nós, alguma coisa clama por liberdade.

Outra entidade criada pela sociedade é o “coitado”, filho mais novo do Juiz . Este ser, tão pequenino, tão pobrezinho, tão indefeso, vive sentindo-se vítima de tudo e de todos. Não é capaz de olhar para si, assumindo responsabilidades por seus atos, sentindo-se muito pequeno em relação aos demais, pois é conveniente existir “vítimas” na sociedade, para que ela possa parecer justa.

Há aqueles que se acomodam e se acostumam a viver na escuridão. Há mesmo quem se ajeite em viver aparentemente feliz na infelicidade, quem faz da miragem uma realidade, mesmo sabendo que aqueles castelos são feitos de areia. Passam assim por várias vidas dormindo em plena existência, optando, mesmo sentindo-se angustiado, pela segurança em lidar com a dolorida ilusão, que pelo menos lhe é conhecida.

Enfim, todos nós temos ao nosso alcance o poder de escolha e isso nos pertence.

Podemos passar por muitas vidas, permitindo que o juiz e demais outras facetas do ego interfiram em nossas vidas sem nunca questiona-los e observa-los. Não há mudança real sem observação. Não é possível manifestar nossa essência, alimentando consciente ou inconscientemente nosso ego.

O caminho para o desaparecimento do ego é uma noite escura, é uma via sacra. É preciso romper os muros da falsa segurança que o ego construiu e lançar-se no desconhecido caminho do autoconhecimento. Sem esse trabalho interior, continuaremos a viver como marionetes na sociedade, sendo comandados, manipulados por um ou vários grupos sociais que nada tem a ver com a evolução do espírito e muito tem a ver com os próprios interesses em manter regras absurdas do “bem viver”.

Ladis

sábado, 24 de abril de 2010

Folha em Branco

FOLHA EM BRANCO

Certo dia um professor estava aplicando uma prova e os alunos, em silêncio, tentavam responder as perguntas com uma certa ansiedade, faltavam uns 15 minutos para o encerramento e um aluno levantou o braço, dirigiu-se ao professor dizendo:

"Professor, pode me dar uma folha em branco?"

ele levou a folha até a carteira e perguntou: "Porque você quer mais uma folha em branco?"

O aluno respondeu:"Eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez"

Apesar do pouco tempo que faltava, o professor confiou no rapaz, lhe deu a folha em branco e ficou torcendo por ele. Aquela sua atitude causou-lhe simpatia. Hoje, lembrando aquele episódio simples, começou a pensar quantas pessoas receberam uma folha em branco, que foi a vida que DEUS lhe deu até agora, e só têm feito rabiscos, tentativas frustradas e uma confusão danada... A cada dia que passa, as pessoas estão perdendo um bom momento para pedir a DEUS uma folha em branco, uma nova oportunidade para ser feliz. Assim como tirar uma boa nota depende exclusivamente da atenção e esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção que nos damos aos ensinamentos do Mestre.

Não importa qual seja sua idade, condição financeira, religião, etc.... levante o braço, peça uma folha em branco, passe sua vida a limpo. Não se preocupe em tirar 10 ou em ser o melhor. Preocupe-se apenas em aplicar o aprendizado que recebeu nas aulas do Mestre, ele se interessa por aquele que pede ajuda e repete toda a "MATÉRIA" dada, portanto, só depende de você.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Quero você

Quero você
Sem inocência
Posso acalmar
Sua carência
O que vai ser?
Vem dizer
Dou tudo pra saber

Quero provar
Sua indecência
Sem arriscar
Toda imprudência
E sem pudor
Vou tentar
Não machucar você

Eu sempre tento e você me dá o fora
Mas dessa vez eu senti que é a hora
E nem vem contando história
Cola seu corpo no meu

Esquece o mundo e vai mais além
Entra no meu jogo que vai ficar tudo bem
Eu vou ficar muito bem

Música lindaaaa do Roupa Nova!

Quero teu ar
De adolescência
Quero te amar
Sem paciência
Se duvidar
Sem pensar
Vou te fazer feliz

Quero abusar
Com elegância
Vou te propor
Pouca distância
E em minhas mãos
Devagar
Vou carinhar você.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Há pessoas que nos falam e nem as escutamos,
há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes
deixam mas há pessoas que simplesmente
aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre.

Cecília Meireles
Um Amigo se faz rapidamente;
já a amizade é um fruto
que amadurece lentamente.

Aristóteles
Se você sabe explicar o que sente,
não ama,
pois o amor foge de todas
as explicações possíveis.

Carlos Drummond de Andrade
Para conseguir a amizade de uma pessoa
digna é preciso desenvolvermos em nós
mesmos as qualidades que naquela admiramos.

Sócrates
Te adoro simplesmente porque você existe!!!

Charles Chaplin
Se tivesse acreditado na minha brincadeira
de dizer verdades teria ouvido verdades
que teimo em dizer brincando,
falei muitas vezes como um palhaço
mas jamais duvidei da sinceridade
da platéia que sorria.

Charles Chaplin
Amizade é quando você
não faz questão de você
e se empresta aos outros.

Adriana Falcão
O perigo do sexo é que você pode se apaixonar.
O perigo do amor é virar amizade

Arnaldo Jabor
Você pode descobrir mais sobre
uma pessoa em uma hora de brincadeira
do que em um ano de conversa.

Platão
Se você não se atrasar demais,
posso te esperar por toda a minha vida.

Oscar Wilde
O perigo do sexo é que você pode se apaixonar.
O perigo do amor é virar amizade

Arnaldo Jabor

Dos Espinhos

Dos espinhos
Postado por Paulo Coelho O leitor Álvaro Conegundes envia uma interessante história:

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupo; assim, se agasalhavam e protegiam mutuamente.

Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos – justamente os que forneciam mais calor. E, por isto, tornaram a se afastar uns dos outros.

Voltaram a morrer congelados. E precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da face da Terra, ou aceitavam os espinhos do semelhante.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, – já que o mais importante era o calor do outro. E terminaram sobrevivendo.

Da Obsessão

Postado por Paulo Coelho


O medo de errar, na maior parte das vezes, termina nos conduzindo ao próprio erro.

Certo rei encomendou aos geógrafos um mapa do país. Mas exigiu que tal mapa fosse perfeito com todos os detalhes.

Os geógrafos mediram todos os locais, e fizeram um rascunho. Um deles comentou que ainda faltavam detalhes de rios.
Resolveram refazer o desenho numa escala bem maior. Quando ficou pronto, o mapa estava do tamanho do primeiro andar de um edifício.

Mesmo assim, alguns conselheiros do rei argumentaram: “não dá para ver os caminhos nos bosques”. E os sábios foram desenhando mapas cada vez maiores, com mais acidentes geográficos do país. Quando, enfim, chegaram ao mapa que queriam, não conseguiram mais lê-lo: era tão grande que ocupava um deserto inteiro.
Os visitantes indesejáveis
- Não temos portões em nosso mosteiro – Shantih comentou com o visitante.

- E como fazem com os ladrões?

- Não há nada de valioso aqui dentro. Se houvesse, já teríamos dado a quem precisa.

- E as pessoas inoportunas, que vem perturbar a paz de vocês?

- Nós as ignoramos, e elas vão embora – disse Shantih.

- Só isto? E isto dá resultado?

Shantih não respondeu. O visitante insistiu algumas vezes. Vendo que não obtinha resposta, resolveu partir.


POstado por Paulo Coelho
“Viu como funciona?” disse Shantih para si mesmo, sorrindo.

Quando dar e quando receber

Nasrudin passeava pelo mercado, quando um homem se aproximou.

-Sei que és um grande mestre sufi – disse. – Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar uma vaca; devo ajuda-lo?

-Esta não é uma situação de emergência. Então, aguarde mais uma semana antes de atender o seu filho.

-Mas tenho condições de ajudá-lo agora; que diferença fará esperar uma semana?

-Uma diferença muito grande – respondeu Nasrudin. – A minha experiência mostra que as pessoas só dão valor a algo, quando tem a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam.

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